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Ponto de Transição

O Ponto de Transição é um projeto de combate à pobreza energética das famílias portuguesas que estará a decorrer no Município de Setúbal até agosto de 2022.

A iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian inclui três frentes de ações, destinadas a dotar a população de informação e ferramentas adequadas de maneira a contribuir para que o país proceda a uma transição energética mais justa e eficiente e se alcance um maior conforto térmico nas habitações.

Setúbal é a primeira cidade a receber o projeto, desenvolvido em colaboração com a Câmara Municipal e a União de Freguesias de Setúbal e em parceria com a ENA – Agência e Ambiente da Arrábida, o Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Nova de Lisboa e a RNAE – Associação das Agências de Energia e Ambiente.

Entre as ações previstas, o “Ponto de Transição” vai facilitar avaliações energéticas gratuitas das habitações e identificar oportunidades de melhoria.

Também vai criar uma Bolsa de Agentes de Transição, constituída por um grupo de munícipes selecionados a quem será facultada formação em conceitos básicos sobre energia, contabilidade energética, tipos de equipamentos consumidores de energia nas residências e boas práticas na utilização de energia.

Num contentor reutilizado, instalado na Avenida Luísa Todi, uma equipa de técnicos está a prestar esclarecimentos à população sobre formas de melhorar o conforto térmico e a eficiência energética das habitações, além de indicar estratégias para a redução de despesas com eletricidade e gás e aconselhar sobre financiamentos existentes, auxiliando na submissão das respetivas candidaturas.

Horário:

  • Segundas-feiras – 10h às 14h
  • Terça-feira – 13h às 17h
  • Quarta-feira – 10h às 17h
  • Quinta-feira – 10h às 14h
  • Sexta-feira – 13h – 17h
  • Sábado – primeiro sábado de cada mês – 10h – 13h

O “Ponto de Transição” tem o objetivo de abranger o território nacional, podendo ser replicado noutras cidades do país após a fase piloto em Setúbal.

O projeto surge como uma resposta da Fundação Calouste Gulbenkian aos dados que indicam que Portugal é o quarto país da União Europeia com mais população a reportar incapacidade para aquecer a casa no inverno, cerca de 1,9 milhões de portugueses, e o segundo a viver em habitações desconfortáveis no verão, com 3,7 milhões de portugueses a sofrer com o calor, em casa.

Acresce, ainda, que muitas habitações apresentam problemas de infiltrações, humidade ou de má qualidade do ar interior.

Em 2020, estima-se que um quinto dos portugueses se encontrava em risco de pobreza ou exclusão social, estatística que contrasta com outros indicadores, como a de o país apresentar, no primeiro semestre de 2021, um preço de eletricidade 12 por cento superior à média europeia, subindo para 41 por cento o comparativo referente ao custo do gás.

Uma outra referência reporta que 68 por cento das habitações portuguesas certificadas tem baixo desempenho energético, sendo que este contexto deficitário implicará repercussões muito para lá do bem-estar dos cidadãos, com o país a apresentar indicativos que requerem atenção ao nível da saúde, ao registar taxas de excesso de mortalidade no inverno muito superiores a países do Norte da Europa.

Mais informações sobre o projeto “Ponto de Transição” em gulbenkian.pt.