Pragas Urbanas

Pombos

Porque são um problema?

Os pombos são atualmente um problema em praticamente todas as cidades do mundo, já que são uma espécie que se reproduz desenfreadamente, que tem poucos predadores e que encontra comida, água e abrigo com bastante facilidade nas zonas urbanas.

Apesar de fazerem a delícia de muitos, desde crianças a idosos, um pouco por toda a cidade, apresentam um risco para a saúde pública.

Por serem muitas vezes alimentados ou por saberem que naquele lugar costuma haver comida, como migalhas nas esplanadas, agrupam-se nestes espaços. Este ajuntamento facilita a propagação de doenças que afetam não só os próprios pombos, como animais de outras espécies, incluindo cães e gatos abandonados, que acabam por ficar também eles doentes ou sem comida, ao perder a batalha contra o número exorbitante de pombos.

Para além disso, as suas doenças podem chegar aos humanos, sobretudo às populações mais vulneráveis, como crianças e idosos.

Riscos associados a esta espécie:

Para a saúde

Doença Sintomas Transmissão O que fazer
CRIPTOCOCOSE Sensação de falta de ar, espirros constantes, coriza, fraqueza e dor pelo corpo todo Ao inspirar poeiras geradas pelas fezes secas dos pombosIr ao posto médico para confirmar o diagnóstico, já que os sintomas são muito semelhantes a outras doenças inclusive gripe.
SALMONELOSE Náuseas e vómitos por mais de 24 horas, diarreia intensa, febre baixa e dor de barriga constante É mais frequente após a ingestão de alimentos mal lavados ou mal preparados, mas também é transmitido pelas fezes secas dos pombos que, quando se transformam em pequenas partículas, podem ser inspiradas ou contaminar alimentos. Geralmente os sintomas melhoram após 3 dias, no entanto recomenda-se o repouso em casa, fazer refeições leves e beber muita água.
Se os sintomas não melhorarem, deve deslocar-se ao médico.
ENCEFALITES VIRAIS Variam de acordo com o vírus e gravidade, no entanto, os sintomas frequentes são forte dor de cabeça, febre alta e convulsões Os vírus do Nilo Ocidental ou da encefalite de São Luís são transmitidos pelas picadas de mosquito que, ao picar os pombos, podem ficar infetados e passar esse vírus às pessoas. Deve ir imediatamente ao posto médico para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.
E.COLI Dor abdominal, cansaço excessivo, náuseas, vómitos e diarreia A bactéria Escherichia Coli está presente em grandes quantidades nas fezes dos pombos. Acredita-se que passe por contacto, por isso é muito importante lavar as mãos depois de estar num ambiente com pombos, como praças e parques, por exemplo. Em muitos casos esta infeção pode ser tratada em casa, com repouso, ingestão de água e alimentação adequada. Porém, se os sintomas forem muito intensos, se piorarem ou se surgirem em crianças e idosos, é importante ir ao posto médico.
TOXOPLASMOSE Muito semelhantes aos sintomas gripais – febre, dor muscular generalizada, cansaço, entre outros. Esta doença apesar de estar muito associada às fezes dos gatos, também pode ser transmitida pelas fezes de pombo. Em pessoas saudáveis o parasita não se manifesta mas em pessoas com o sistema imune enfraquecido, como grávidas, idosos ou crianças, pode causar uma infeção generalizadaQuando existe suspeita de toxoplasmose deve-se consultar o médico

Para o ambiente

  • Contaminação do ambiente por fungos e bactérias;
  • Contaminação do ambiente por fezes (cada pombo produz cerca de 2,5kg de fezes por ano)
  • As suas fezes e ninhos provocam o entupimento de algerozes e calhas;
  • Em locais onde os pombos são alimentados, ocorre a proliferação de ratos, baratas e moscas devido às sobras de alimentos que ficam no chão;
  • As fezes dos Pombos além de sujar, danificam pinturas, superfícies metálicas, fachadas de monumentos entre outros;
  • Ao receber alimento, as aves deixam de ir buscar à natureza alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e insetos.

Estas aves, na natureza, tem as funções de controlar os insetos e replantar as sementes das plantas que comem, já que eliminam, nas fezes, as sementes prontas para germinarem no solo, húmidas e adubadas.

Qual é a solução?

Para controlar este problema, são necessárias medidas que partem da iniciativa de todos os munícipes:

Mesmo que não os alimente diretamente, ao deixar migalhas está a alimentá-los indiretamente, o que tem efeitos nefastos na espécie, já que estará a juntar um grupo grande de pombos que pode levar a ataques, por parte da população revoltada. Para além de estar a desencadear o contágio de doenças entre pombos.

Quando deixarem de encontrar alimento com tanta facilidade nos centros urbanos, estas aves voltarão a ir buscar alimentos à natureza, mais adequados à sua dieta, como grãos, frutos e insetos.

Ao fazê-lo, voltam a desempenhar as funções de controlar os insetos e replantar as sementes das plantas que comem e que eliminam, através das fezes, prontas para germinarem no solo.
Pode reduzir os abrigos ao adicionar sistemas que desencorajem estes animais a repousarem ou fazerem ninhos nos edifícios.

Não se pretende o extermínio da espécie de forma radical, muito pelo contrário, matar os pombos revela-se, não só um ato cruel, com ineficaz, porque a espécie reproduz-se muito rapidamente e por isso não tardará a ter o mesmo número de membros.

Tenha também em conta que as tentativas de envenenamento são perigosas. Geralmente os pombos estão em parques ou praças públicas, locais muito frequentados por adultos, crianças e animais de outras espécies. Ao deixar comida envenenada num local destes, sujeita-se a que outra espécie ou mesmo uma criança a ingira ou tenha complicações por ter estado em contacto com a substância.